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Contabilidade

Tag: IRS

Será que devo procurar um contabilista?

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Todos nós sabemos que qualquer empresa é obrigada a ter um Técnico Oficial de Contas (TOC) ou, como vulgarmente designamos, um contabilista. Mas será que também nós, enquanto cidadãos comuns particulares, precisamos de consultar um contabilista?

Obviamente que a resposta é afirmativa. Existem inúmeras situações em que o aconselhamento junto de um profissional da área da contabilidade é, de todo, imprescindível.

Deixamos-lhe aqui uma lista de funções e situações em que o recurso a um contabilista pode constituir uma enorme vantagem para qualquer um de nós.

  • Ainda que não seja sócio de uma empresa, poderá necessitar de auxílio no preenchimento de documentação comercial e fiscal de uso corrente, tais como recibos de trabalho independente, declarações anuais de IRS, etc.
  • Caso lhe sejam enviados documentos financeiros (recibos, facturas, extratos bancários, documentos fiscais, etc.) deverá mostrá-los a um contabilista da sua confiança, para que este verifique se a documentação emitida se encontra toda correcta e em conformidade com a lei, e para garantir que não é enganado.
  • O contabilista poderá ainda ajudá-lo a submeter determinados documentos ou peças, através de aplicações informáticas específicas ou através da internet. É o caso do que acontece, por exemplo, com o envio das declarações anuais de IRS na internet ou a candidatura a determinados subsídios ou apoios fiscais específicos.
  • Aliás, o contabilista é, sem sombra de dúvida, o melhor profissional para o informar e ajudar a elaborar projectos de investimento e a candidatar-se aos diversos apoios estatais actualmente concedidos.
  • Se pretende realizar um contrato específico, poderá consultar o seu advogado ou, caso prefira, consulte o seu contabilista, a fim de que este o informe quais são as obrigações fiscais que recaem sobre si, isto é, os impostos que está obrigado a pagar em virtude da transacção realizada.
  • Por fim, se possui alguma inabilidade motora ou alguma deficiência de outra ordem, informe-se junto do seu contabilista das eventuais vantagens fiscais que poderá obter, se requerer o estatuto de incapacidade permanente.
  • Ninguém melhor do que o contabilista para examinar a sua situação financeira e tributária, e avaliar se deve ou não iniciar os procedimentos conducentes à aquisição desse estatuto.

Estas são algumas das vantagens de consultar um contabilista, podendo ainda encontrar inúmeras outras vantagens na área financeira e tributária em que o contabilista lhe poderá ser útil.

Não entre em pânico quando diz “preciso de um contabilista”!

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As situações que podem levar o líder da sua equipa/empresa a dizer “preciso de um contabilista” são de cariz diverso. A empresa pode, de repente, sofrer um elevado aumento no volume transaccionado e na diversidade dos dados e proveniências dos valores monetários.

A contabilidade da empresa, que até então era efectuada por um funcionário que conseguia conciliar, tanto a sua função, como a da contabilidade, de forma correcta, torna-se insustentável. É aí que o gestor de topo bate com a mão na mesa e diz: “Preciso de um contabilista!”.

Existe uma míriade de serviços de contabilidade espalhadas por todo o país, portanto, não será, de todo, difícil responder às exigências de um pedido como “preciso de um contabilista”. Acredito que, no princípio, seja difícil separar o trigo do joio, com tanta oferta apelativa e aparentemente adequada; no entanto, muitas destas empresas assentam no conhecimento empírico adquirido por um ou dois contabilistas com largos anos de experiência, e não nas técnicas adequadas especificamente ao seu negócio.

Note que pode facilmente debruçar-se sobre o tema da contabilidade e tirar formações que o ajudem a fazer você mesmo a contabilidade do seu negócio. É algo bastante intuitivo a um nível empresarial, por exemplo, de uma mercearia.

Agora, caso o seu negócio já tenha uma dimensão considerável, não fará muito sentido dedicar a sua actividade profissional a fazer serviço de contabilidade, quando existem profissionais do ramo, treinados para o desempenho correcto das suas funções contabilísticas.

“Preciso de um contabilista”, diz você. Eu recomendar-lhe-ia algum bom que conhecesse, mas, infelizmente, por circunstâncias da vida, não me foi permitido possuir a minha empresa e gerir avultadas quantias monetárias. Ainda assim, conto que, num futuro relativamente próximo, a minha posição social se altere e seja eu a dar um murro na mesa de reuniões de uma empresa a crescer para ser topo de mercado, dizendo: “Preciso de um contabilista!”.

Por que existem várias fases de entrega do IRS?

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Com certeza que, várias vezes, lhe passou pela cabeça: mas por que é que existem várias fases de entrega do IRS? Por que é que não entregamos todos ao mesmo tempo? Na verdade, são necessários vários momentos, de forma a tratar situações diferentes de forma dissemelhante. A resposta a estas questões é muito simples e vai ver que, facilmente, vai perceber o porquê.

Diferenças no momento de entrega do IRS em papel e pela internet

Até este ano – 2015 – havia uma diferença, de mais ou menos um mês, entre as entregas de IRS em papel ou por via electrónica. No entanto, esta diferença vai já deixar de existir em 2016, fazendo com que passem a existir novamente apenas duas fases de entrega: uma para trabalhadores dependentes e outra para independentes.

Diferenças no momento de entrega do IRS para trabalhadores dependentes e independentes

Desde sempre que existem pessoas que entregam as suas declarações logo em Março e em Abril, e outras a partir de Maio:

  1. Os primeiros são todos aqueles que trabalham exclusivamente por conta de outrém, somados aos pensionistas, e preenchem os Anexos A, H e/ou J e/ou L. Este ano, as entregas funcionaram entre Março e Abril.
  2. Os segundos são todos os restantes que são trabalhadores independentes em exclusivo ou que tenham exercido trabalho independente – mesmo que usualmente trabalhem por conta de outrém – e outros casos que não são abrangidos na categoria anterior. Estes preenchem os Anexos A, B, C, D, E, F, G, G1, H, I, J e L. Este ano, estas entregas decorreram durante o mês de Maio.

Reembolsos:

Os reembolsos têm sido bastante rápidos nos últimos anos, principalmente depois de ter sido introduzida a entrega electrónica do IRS. Espera-se que se mantenha o mesmo ritmo, de cerca de um mês de diferença entre a entrega da documentação e o reembolso ou a nota de pagamento.

Nota: tenha em atenção que, se entregar a sua declaração com mais de 90 dias de atraso, pode não receber qualquer reembolso, mesmo se tiver direito a ele.

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